A roda da engrenagem não anda,
Está emperrada.
Rançou-se, enferrujou.
Foi o tempo,
Pelas ruas de amargura,
E a vida grave e pesada,
Que a amofinaram sem dó,
Lhe teceram urdidura.
Não gira,
Já nem geme
Pelo ardor da labuta.
Cala-se,
E não há lágrima
Que escorra,
Que regue o chão.

